Não desistas

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Nathan Vapor Cloud Race Vest



Tive o privilégio de experimentar esta mochila durante a prova dos 64 km do Quiroca Trail Challenge e fiquei extremamente satisfeito com o material. Apesar de ser um modelo de 2014, continua a ser uma boa escolha e cumpre os requisitos para participar no Ultra Trail Du Mont Blanc. A Nathan pretende com esta mochila, que tudo fique o mais compacto possível nas nossas costas, daí usarem um sistema de ajuste específico para esse efeito de forma a evitar o resvalar da mochila e até do barulho da água. No meu teste verifiquei isso mesmo, a mochila fica mesmo imóvel nas costas e conseguimos ter tudo a mão e outro aspecto positivo é o facto de nos libertar o fundo das costas. O único aspecto negativo é a os reflectores saírem com alguma facilidade, pelo menos na mochila que testei, uma das tiras reflectoras ficou sem uma parte.




Este "colete" tem capacidade de 11 litros, vem equipado com um saco de hidratação da Hydrapack, com capacidade para 2 litros, o local para este efeito está isolado para não aquecer com o calor do nosso corpo. O tubo que inserimos na boca para beber, tem um imán para o manter seguro a mochila, sem que haja necessidade de procurar o local para o colocar. Apesar de ter este sistema de hidratação na parte traseira, os bolsos da frente permitem colocar recipientes até 650 ml, libertando assim o bolso traseiro para se levar outros materiais.



A mochila é composta por um material de enorme respirabilidade, tem vários bolsos, com fecho, de enorme capacidade e de fácil acesso. Apesar de nenhum ser isolado para colocar aparelhos electrónicos, do tipo mp3 ou telemóvel, a marca define um para esse efeito. De salientar um bolso secreto junto ás nossas costa para colocar gelo, principalmente em provas que decorram em climas muito quentes, além do mais, incluí um apito removível incorporado e tem a possibilidade de colocar os bastões na mochila com um sistema de elásticos, semelhantes com o que são usados noutras marcas. Tem um peso aproximado a 550 gr, com o depósito de água, onde a capacidade é de 9.2 litros, onde sem o reservatório de água a capacidade da mochila é de 11 litros.



Durante o teste, além do reservatório com 1,5 lt de isotónico, levei um estojo de primeiros socorros, manta térmica, gorro, luvas, camisola térmica extra, casaco impermeável, telemóvel e alimentação diversa (alguns geís e barras). Consegui aceder a todo que necessitei sem perder muito tempo e usei um cordão elástico que se encontra na traseira da mochila para colocar o impermeável, sem qualquer problema.

Existe a versão masculina e feminina, pois a marca salienta a diferença do tronco no género, ou seja, de homem e para mulher, daí que a mochila tem que ser diferente, o que em outras marcas não acontece. Esta versão tem 4 tamanhos S, M, L, XL, sendo apresentada na versão masculina em duas cores, azul e cinza.

Do meu ponto de vista é um produto bastante bom, com uma relação de qualidade/preço excelente.



Podem encontrar este e outros produtos na página da Nathan, bem como na página do facebook Nathan Portugal e os produtos em Portugal serão vendidos pela Loja Trail Run.


Podem visualizar o vídeo da Nathan aqui, bem como o vídeo realizada pela TRAILRUNNINGRVIEW.






quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

II Trail S. Silvestre - Cardielos


Esta seria a última prova de trail nacional, pelo menos que eu tenha conhecimento, a abordagem seria na desportiva, mas sendo eu competitivo como sou, sei que não iria conseguir fazer em modo de turística.
Tinha em mente dois objectivos, primeiro, cortar a meta com o meu filhote, segundo, não agravar a minha lesão no pé e não é que nem uma nem outra consegui cumprir, é verdade, por cinco minutos que não tive ainda o privilégio de cortar a meta com o pequenote e realmente tenho que fazer uma pausa muito grande para ver o que se passa no meu pé.
A manhã estava extremamente fria, os carros estavam cheios de neve, as ervas também, já sabia que iria rapar um frio enorme, mas como tem estado Sol nestes dias e o vento quase que nem sopra, decidi que nem valeria a pena usar camisola térmica, limitei-me aos manguitos, calções, t-shirt, luvas e um buff polar para aquecer as extremidades.

A partida teve início a oitava badalada da igreja, fez-me lembrar o GTSA, o começo foi tão estranho que quando arranquei ainda existia pessoal a fazer o controlo zero, mas o frio era tal que o que queria era mesmo correr. Este ano a organização decidiu fazer mais uns metros antes da subida para S. Silvestre, pois realmente seria um arranque muito puxado, apesar da subida ter menos de um quilómetro e não fosse alguém logo de início se sentir mal por um mau aquecimento e um esforço repentino. A subida é que me aqueceu, pois só dessa forma é que senti as pernas, principalmente os gémeos, mas a dificuldade em si, com este tempo, seria respirar controladamente, pois deveriam estar zero graus, com esta temperatura respirar em esforço, para mim, é mais complicado.
De início ainda se manteve um grupo compacto, que logo após a subida do calvário, os atletas do top 20 se separaram do pelotão. Julgo que estes 20 atletas não pararam no primeiro abastecimento e pouco tempo devem ter perdido no segundo, o cenário estava espectacular, tudo estava coberto de uma camada branca de geada e o Sol tinha começado já a aquecer.


Esta prova é bastante "rolante" e por isso decidi manter um ritmo estável quer a subir, quer a descer, aqui ainda não tenho total amplitude de movimento do pé e por isso não valeria a pena descer muito destravado e muito menos subir com muita força. As marcações e sinalizações está estavam impecáveis, de fácil leitura, mesmo tendo alguns membros da organização terem me dito que tinham tido problemas no dia anterior, pois apesar de todos os avisos, ouve gente que teve tempo para retirar fitas e colocar noutro sentido do percurso, vejam lá ao que certas pessoas se dão ao trabalho. Nos abastecimentos, julgo não ter falhado nada a ninguém, havia de tudo, na minha opinião só faltou coca cola, mas não se pode agradar todos os gostos.

O Muro

Pois é, muitas teorias sobre este assunto, eu continuo a achar que cada atleta, tem que conhecer o seu corpo e saber o que fazer para conseguir contornar o temido muro. Sendo esta prova muito "corrível",  tinha já decidido que a nutrição, ou se quiserem, a suplementação, passaria por ser em quase total autonomia. Não treino e não me habituei a digerir bolos, estes fornecidos nos abastecimentos, passaria por apenas me alimentar com fruta, especialmente laranja, que já se tornou um fruto habitual em todas as provas e alguns salgados, tipo batata frita. Tinha comigo dois gel e duas barras, só ingeri uma barra ao km 20, porque receava que não me iria alimentar com mais algum sólido, gastei o primeiro gel aos 25 km e outro aos 32 km, pois sabia que seria aqui nestes pontos que o meu corpo iria querer abrandar, assim obtive resposta ao que pretendia. Confesso, que está estratégia ajudou imenso, mas psicologicamente, desejar cortar a meta com o filho ao meu lado, foi o impulso que me faltava para não abrandar o ritmo.
A cerca de 400 metros da meta, estava a nossa adorável Manuela Machado a dar algumas palavras de incentivo, aqui verifiquei que a prova iria ter menos km que os 42 anunciados, cortei a meta e o Ambit marcava 38.7 km, se calhar deveria ter atacado mais cedo, alguma desilusão pois contava pelo menos passar dos 40 km no mínimo e gerir esforço a contar com isso.
Na chegada, olho para as pessoas que assistem e não vejo a minha mulher, nem o meu filho, corto a meta, sou recebido pelo Gonçalo, organizador, que me dá os parabéns pelo feito, retribuo o meu agradecimento, pela organização da prova. Enquanto isto, ouço o animador a dizer o meu nome e a minha classificação, olho de novo ao meu redor e não vejo o puto. O Aires, veio felicitar-me, onde agradeço, mas rapidamente pergunto: "Não viste a minha mulher e o meu filho?", não os tinha visto. Entretanto, sou saudado pelo Marcos, do grupo de BTT, " Os queimados", que deram apoio a organização, pois se sendo um grupo local estavam empenhados em apoiar esta prova, já pela segunda vez.
E passados quase 5 minutos da minha chegada, lá vejo a minha mulher e meu filhote a chegarem, caramba Artur, não podias ter demorado mais alguns minutos????,penso eu. Paciência fica para Janeiro nos Abutres, só espero que não chova e que o miúdo não fique doente.
Cada vez que descubro trilhos novos na zona de Viana do Castelo, mais me convenço que apesar de não existir muita altitude, temos montanhas com percursos espectaculares e que temos muito ainda por explorar, aqui.


O meu agradecimento a organização da prova, a todos os fotógrafos, que trocaram o seu bem estar para virem para os trilhos disparar a sua máquina fotográfica, aos Queimados, a todos os voluntários e em especial ao meu grande amigo, Diogo Almeida, que fez questão de se levantar mais cedo para vir até a linha de partida para saudar os seus colegas de equipa, és grande. Não posso esquecer o meu clube Desnível Positivo e ao meu filhote. Obrigado a todos pelo apoio.

Nome: Artur Costa;
Clube: Desnivel Positivo;
Dorsal: 003;
Class. Geral: 16º;
Class. M. Sen.: 13º;
Tempo: 04:03:50.